Atrás de ombros
E onde foi que nos perdemos nessa cidade escura, repleta de espaços e escassa de nós. Por onde correm teus olhos assustados com o mundo, guardando o silêncio de nossas conversas. As paradas em que esperávamos o trem. As voltas daquelas viagens nunca tidas. A estação que abraçava os apesares de nossas tamanhas divergências. Sinuosos encontros. Quando nos bebíamos pelos olhos. E pelo mundo um amontoado de lixos de ódios cuspidos de nossas covardias. Tão tolas. Tão tolos ficamos, de ombros calados. De nós acossados. De sós revestidos. Onde.
