Foi assim, não de outra forma, jamais poderia ter sido de outra forma que eu te vi pela última vez. Confundir tua pele com o limite cinza do meu olhar-te, sentir tua carne quase entre meus dentes afiados em ti, ver-ter tão próxima que eu.

Teu cheiro de ontem, ou de quando não sei, arranca meus olhos todos os dias, um pouco de cada vez.
A palavra não saída de teus lábios, meus lábios, invade minhas mãos e, perdido na cidade cujas ruas não têm nome, já não mais teu rosto, a perda irreparável de teus pés e dos lugares estranhos que somente nós dois alcançávamos.

Quero prender tua respiração, se ainda pudesse.
Quero tirar-te do interior deste dia pus.
Quero incendiar teus cabelos com a brasa lenta de meus cigarros baratos, em ti.
Por que ainda tuas costas despidas diante de meu peito ponta pulso aberto?

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~ by nossosombros on June 13, 2009.

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