nós sós ombros

•May 31, 2009 • 4 Comments

nós sós ombros (óleo sobre tela)
(óleo sobre tela)

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The rest is silence

•May 16, 2009 • 2 Comments

Ao som de “My sweet prince”.

Há uma distância irremediável entre a intenção e o ato. Não tenho muita certeza do que vi quando saí de meu apartamento, agora escuro e úmido, deixado para trás como se fosse de fato algo que não poderia mais me pertencer, apenas essa estranha sensação de já ter fechado a porta antes, de já ter apagado as luzes antes, de já, mais uma vez, ter deixado de enxugar o chão quando a água, suja, entra pelas janelas, sempre abertas, de meu quarto, a despeito das grades. De modo que, lento, entre a semi-escuridão amarela dos vômitos que ainda me viriam naquela noite, talvez um pouco atrasado demais, sempre atrasado demais, ela sempre a ligar-me, os mesmos horários, ou ainda que fossem diferentes, ela a ligar, duas, três, quatro, cinco vezes por dia, ainda naqueles dias nos quais ele atendia o telefone por mim e, grave, dizia coisas do tipo “ele pulou da janela”, “ele está no Hospital de Urgências” ou ainda “ele dorme há horas”, enfim, qualquer uma dessas respostas um tanto assassinas que definitivamente a levariam à janela, não pela primeira vez, ao hospital e ainda à cama, assim, talvez não por horas mas por longos dias estranhos, estranhos esses dias nos quais as crianças, indiferentes com seus mais diversos bonecos Playmobil, assistiam caladas às janelas abertas, os corredores dos hospitais, as camas desfeitas e levadas, pela última vez. A última vez na qual se leva uma cama de um lugar para outro por isto mesmo impreciso e amarelo, tal qual o corredor do prédio onde, tonto, ocupo um espaço que não sei bem se meu, apenas que talvez seja preciso voltar e fechar a porta por detrás de mim, onde pela segunda vez, sempre soube que ela ligaria de novo, mas ele já não está mais aqui para atender, encontrei esta lista com nomes estranhos e pessoas que nunca pensei existir, a separarem ainda mais minha intenção apagada e meus atos, escuros, de gaveta.

antes do fim

•April 27, 2009 • 1 Comment

planos-de-fundo-2

Patrícia Ferreira

•April 19, 2009 • 1 Comment

Zênite

todos os mapas do mundo
escorrem das tuas palavras
tuas setas certeiras
minhas quedas
a altura das sombras
a resistência do ar

ftalomicina

In Between Days
(acrílico sobre filiart, 2009)

Poema e pintura: Patrícia Ferreira

a nossos ombros

•April 19, 2009 • Leave a Comment

a-nossos-ombros-1-acrilica-sobre-isopor

a-nossos-ombros-2-acrilica-sobre-isopor

a-nossos-ombros-3-acrilica-sobre-isopor

acrílica sobre isopor

( )

•April 13, 2009 • Leave a Comment

tenhosededetiodetetivedetetizaasedequetenhodediadeti

Da série “Apologia aos postes, foscos e meros”

•April 7, 2009 • Leave a Comment

POR TRÁS DAS NUVENS

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mais em: dheyne.wordpress.com